O encontro
mais íntimo não é o sexual, mas sim a nudez emocional
Depois de
ler um texto da Raquel e ter sentido muito destas questões como terapeuta
Ayurvédico resolvi traduzir e acrescentar algumas coisas de modo que possam
fazer mais sentido.
O encontro mais íntimo entre duas pessoas não é o sexual, é sim o da nudez emocional.
Uma
troca que ocorre quando o medo é vencido e nos damos a conhecer ao outro tal
como somos em cada um dos nossos aspectos.
Não é fácil de conseguir. Na
verdade, a nudez emocional não é algo que é conseguido de ânimo leve ou com uma
pessoa qualquer. É
preciso tempo, vontade e desejo de ouvir, sentir e abraçar emoções. O
auto-conhecimento e hetero-conhecimiento, ou seja, o conhecimento de si e da
realidade do outro.
Visto
desta forma, não parece acidental que os escritos sagrados utilizem para falar
de amor sexual o termo que estabelece a privacidade e a intimidade o conhecer. É aqui que vou falar um
pouco deste conhecer e de nos despirmos de paixões, de sentimentos e de histórias
emocionais.

A
nudez emocional começa em nós mesmos
Ou seja, é
muito importante que as pessoas se identifiquem com o que sentem e percebam
como se sentem, se confortáveis ou desconfortáveis, o que pensam e como podem
usar as suas emoções ao serviço dos nossos pensamentos.
Ouça,
conecte e conheça a sua herança emocional, ou seja, a digitalização de nosso
corpo emocional é essencial para desobstruir os nossos medos, nossos conflitos,
nossas inseguranças, nossas conquistas, nossa aprendizagem, etc.
Conhecer
a nossa filosofia emocional, explorar as nossas constantes vulnerabilidades,
estar ciente de como ele é doloroso mas o importante é que tudo isto flua, é
essencial contemplar a imagem que o espelho emocional nos projecta ao tirarmos
todos os elementos que temos vestidos.
A
auto-conhecimento das nossas vulnerabilidades emocionais não fazem com que
estas desapareçam, mas fazem com que tenhamos uma consciência e conhecimento
mais profunda do que aparece em nossa vida, o possamos identificar e agir sobre
ela, impedindo que nos possamos afogar nas nossas conexões emocionais.

Conhecermos a nossa herança
emocional, é a chave para nos conectarmos
A nossa
herança emocional exerce um forte impacto sobre a nossa capacidade de nos
conectarmos emocionalmente com os outros e ao mesmo tempo qual o momento e
ocasião em que o devemos e temos que fazer. É
precisamente este conhecimento, esta invólucro, que nos faz agir e actuar de determinada
maneira sobre os nossas sensações, sentimentos e emoções.
Expor
as nossas memórias e aquelas sensações que nos são especialmente desagradáveis
não é fácil e muitas vezes nem sequer o consideramos como útil. No entanto,
existem muitas razões pelas quais é aconselhável que nos possamos libertar das
nossas peças de roupa.
Se
queremos ter relações mais significativas, é importante que se faça uma pausa para olhar para trás do modo a tratar e curar
as feridas emocionais de nossa infância.
Afinar
todas as nossas ligações e os veículos que transportam as nossas emoções de
modo a que qualquer reacção dos outros não nos faça desencadear reações de raiva
ódio ou outras.
Conhecer
os padrões de reacção emocional e comunica-las vai-nos ajuda a regenerar os
nossos pensamentos e o nosso estado de bem-estar.
Assim,
quando efectuamos uma análise de auto-conhecimento, ou efectuamos um diálogo interno connosco próprios pode
conseguir efectuar uma mudança e uma melhor compreensão das pessoas são perigosas para nós, da maneira
como eles nos trataram e nos calcam, ficando mais ciente e consciente do que nos
está a influenciar e não nos deixamos levar por isso.
Quando
acedemos à nossa herança emocional e compreendemos como os sentimentos das
experiências passadas influenciam todas as manifestações e experiências do
presente, podemos estar mais aptos a estabelecer laços mais fortes e saudáveis,
com o que nos rodeia e com quem nos rodeia.
Estar
consciente com os filtros emocionais, das nossas carapaças e das armaduras que
colocamos e usamos vai-nos ajuda a ler, qualificar e interpretar as tentativas
de conexão dos outros também das nossas próprias.
Não
é fácil despir uma pessoa ferida
Despir-se
emocionalmente as pessoas muito marcadas pelo seu passado pode ser muito difícil,
por isso precisa de saber lidar com couraças, com roupas que se tornaram
inacessíveis, com as decepções e desilusões, com o medo da rejeição, do abandono,
e da solidão.
Para
fazer isso precisamos de ser inteligentes, amar-se a si mesmo, abrir os
ouvidos, os olhos, a pele de modo a banir preconceitos e atitude de julgamento.
Ou
seja, uma escuta emocional ativa com todos os sentidos, sem "mas" ou "talvez"
ou sem " " fora do lugar.
Para
fazer isso, devemos saber que a nudez emocional não é criado em qualquer
ambiente, mas devem ser dadas as condições adequadas e idóneas para gerar
emoções e sentimentos, de modo a que a possa manipular, examinar e usar.
Os
lugares e cenários ideais para uma nudez
emocional são aqueles que ouvimos e sentimos do nosso interior, onde geramos empatia e inteligência emocional. Cenários
em que se potencia a comunicação e a compreensão com uma grande base de
respeito e tolerância.
Só
desta forma irá criar uma atmosfera emocionalmente descontraído onde se pode
realmente dar e encontrar-se com o seu íntimo, onde se pode despir dos seus
medos, das tradições, dos sistemas educacionais, das inseguranças e da verdade
emocional. Só
assim é que podemos dar aquele abraço que rompe com os medos, e só assim é que
conseguimos fechar os olhos e entregamo-nos a 200% e entregarmo-nos de corpo e
alma.
Excelente abordagem que tenho sentido em muito do que é a minha experiência como terapeuta, quando se sente e vê a libertação de uma pessoa depois de sentir o seu corpo drenar e fluir as emoções. Sentir a libertação é uma das grandes permisas inseridas nas terapias Ayurvédicas que numa primeira abordagem nunca são faladas mas que sentimos quando a pessoa sente a leberdade do seu corpo depois de fazer alguma terapia Ayurvédica. Pense, sinta e encontre no Ayurveda o sentido de si e do seu bem estar. Cuide-se