Sistema
Endocanabinoide –
O
que é, como funciona e como o nosso corpo o pode produzir?
Com
todos os sinais celulares complexos, mutações genéticas e influências externas,
como o nosso organismo consegue manter-se em homeostase?
A
resposta é o sistema endocanabinoide.
Segundo a nova consciência cientifica
o sistema endocanabinoide (SECB) é um complexo sistema de sinalização celular
por meio de transmissores dentro do nosso corpo. Este sistema foi recentemente
descoberto, no início da década de 1990.
Explica-se aqui o Sistema
Endocanabinoide, seus componentes, suas funções e como a sua compreensão nos
vem a ajudar no desenvolvimento de processos de cura.
Sistema
Endocanabinoide - Histórico
Como Funciona o
Sistema Endocanabinoide
Substâncias Endocanabinoides
Recetores Endocanabinoides
Enzimas
Interações do
Sistema Endocanabinoide
Funções do SECB e Perspectivas para o Desenvolvimento de Tratamentos
Sistema Endocanabinoide -
História
A
popularidade da canabis como uma droga recreativa deve-se à sua capacidade de
alterar a perceção sensorial e causar euforia. No entanto, a capacidade dos
extratos da planta de cânhamo (Cannabis sativa) de causar uma variedade de
efeitos medicinais não relacionados às suas propriedades psicoativas que haviam
sido reconhecidas já no terceiro milênio a.C., quando antigos textos
descreveram a sua utilidade no alívio da dor e cólicas.
Mas
até as últimas décadas, a pesquisa sobre a canabis era um campo bastante
esotérico e de pouco interesse para os cientistas. O primeiro avanço importante
foi dado em 1964 com a identificação
da estrutura química do tetrahidrocanabinol (THC), o
principal ingrediente psicoativo da canábis.
A
partir de então, os estudos dos efeitos biológicos do THC e seus análogos
sintéticos revelaram sinais de interações no nosso organismo, com recetores
canabinoides específicos.
Com
a evolução dos estudos, foi possível identificar que, para estimular esses recetores,
o nosso corpo produz moléculas que têm uma semelhança estrutural com as
encontradas na planta da cannabis.
O
primeiro endocanabinoide descoberto foi nomeado anandamida em homenagem à
palavra em sânscrito ananda para felicidade.
Como Funciona o Sistema
Endocanabinoide
O SECB compreende uma vasta rede de sinais químicos e recetores
celulares que interagem entre si no nosso cérebro e no nosso corpo. A sua
estrutura envolve três componentes principais:
. Substâncias endocanabinoides
. Recetores
. Enzimas responsáveis pela síntese e
degradação dos endocanabinoides.
Substâncias Endocanabinoides
Também chamados canabinoides
endógenos, estas substâncias são moléculas produzidas pelo nosso próprio corpo.
Elas receberam este nome, pois a sua estrutura é semelhante à dos canabinoides
(extraídos da planta cannabis).
Até o momento, os endocanabinoides já
descobertos e melhor caracterizados são:
. anandamida (AEA)
. 2-arachidonoylglyerol (2-AG)
O nosso organismo vai produzi-los
conforme for necessário, tornando difícil saber quais são os níveis normais
para cada um.
Recetores Endocanabinoides
Estes
recetores são encontrados em todo o nosso corpo. Eles são ativados quando as
substâncias endocanabinoides se ligam a eles para sinalizar o que o SECB
precisa de realizar.
Existem
dois recetores endocanabinoides principais:
- Recetores CB1: encontrados principalmente no sistema nervoso
central. Superam muitos dos outros tipos de recetores no cérebro. Estes
controlam os níveis e atividade da maioria dos outros neurotransmissores,
regulando a atividade de qualquer sistema que precise ser ajustado, seja
fome, temperatura ou mesmo de alerta.
- Recetores CB2: encontrados principalmente no sistema nervoso
periférico e células imunes. A sua ação é fundamental para controlar o nosso
funcionamento imunológico, modulação da inflamação, contração e dor.
As
Substâncias Endocanabinoides podem se ligar a qualquer recetor do SECB. Os
efeitos que resultam dessa ligação dependem de onde o recetor está localizado e
a qual substância ele se liga.
Além
do CB1 e CB2, existem outras evidências que
se vem conhecendo ao longo dos anos para apoiar a existência de um ou
mais recetores adicionais dentro do SECB.
Enzimas
Ao
contrário dos neurotransmissores clássicos, os endocanabinoides não são
armazenados em compartimentos dentro de nossas células. Em vez disso, são
produzidos "sob encomenda" por enzimas e libertados dos neurônios
imediatamente.
Após
da sua função de sinalização, a substância é recetada por um transportador para
ser degradada por outras enzimas.
A
compreensão desse mecanismo enzimático envolvido no metabolismo endocanabinoide
oferece oportunidades interessantes para o desenvolvimento de medicamentos
direcionados.
Interações do Sistema
Endocanabinoide
O
Tetrahidrocanabinol (THC) é um dos principais canabinoides encontrados na
cannabis. É o composto com efeitos psicoativos. Uma vez no nosso corpo, o THC
interage com o SECB ligando-se aos recetores (tanto os CB1, quanto os CB2),
assim como os endocanabinoides.
Isso
permite que ele tenha uma gama de efeitos no nosso corpo e na mente. Por
exemplo, o THC pode ajudar a reduzir a dor e estimular o apetite. Mas também
pode causar paranoia e ansiedade, em alguns casos.
Por
outro lado, o canabidiol ou CBD, outro canabinoide importante encontrado na
cannabis não interage com os recetores CB1 ou CB2. A comunidade científica ainda
não compreendeu totalmente como o CBD interage com o SECB. Algumas
possibilidades sugeridas são a inibição da degradação da anandamida ou das suas
propriedades antioxidantes.
Embora
os detalhes de como funcionam ainda estejam em debate, pesquisas sugerem que o
CBD pode ajudar na dor, náuseas e outros sintomas associados a múltiplas
condições.
Funções do SECB e Perspectivas
para o Desenvolvimento de Tratamentos
A
comunidade científica ainda está a tentar entender completamente o
funcionamento do sistema endocanabinoide, mas até o momento já sabemos que ele
é fundamental para quase todos os aspetos do nosso funcionamento, regulando e
controlando muitas de nossas funções corporais, como:
- Aprendizagem e memória
- Processamento emocional
- Sono
- Controle de temperatura
- Controle da dor
- Respostas inflamatórias e imunes
- Apetite e digestão
- Metabolismo.
Todas
essas funções contribuem para a homeostase, ou seja, a estabilidade do ambiente
interno em nosso corpo.
Hoje,
acreditamos que a manutenção da homeostase seja o papel principal do SECB. Por
exemplo, se uma força externa, como uma lesão ou infeção, desequilibrar a
homeostase do nosso corpo, o SECB entra em ação para ajudar o nosso corpo a
retornar ao seu funcionamento ideal.
Neste
sentido, a compreensão do sistema endocanabinoide pode levar ao desenvolvimento
de processos e terapias que ativem ou que bloqueiem a ação do SECB.
Por
exemplo, como os endocanabinoides e o recetor CB1 estão presentes em altas
concentrações em áreas do hipotálamo envolvidas no controle alimentar, em que podemos
produzir complementos para alívio de anorexia e náuseas em pacientes com estas
doenças associadas, á perda de peso involuntária e também medicamentos que
atuem na modulação do apetite.
O
estudo do SECB foi inicialmente focado em tentativas de entender a ação de uma
planta considerada droga ilegal sobre nosso organismo. Mas, conforme as
pesquisas foram-se desenvolvendo, encontramos um sistema surpreendente, pelo
qual o nosso corpo aprende, sente, se motiva e se mantem em equilíbrio.
Com todo estre conhecimento cada vez vamos
conhecendo mais e melhor o funcionamento do nosso corpo.
Mas será que o nosso corpo produz endocanabinoides?
Os últimos
estudos científicos baseado na análise sanguínea afirma que nós produzimos endocanabinoides
e estimulamos este sistema a partir da estimulação sensorial e do orgasmo.
Foram feitas
algumas análises sanguíneas a pessoas antes de terem experiências sensoriais e
depois e chegaram á conclusão de que depois de estímulos sensoriais e de um
orgasmo a corrente sanguínea apresenta endocanabinoides o que foi uma enorme
surpresa para os estudos.
Como resumo desta
análise e como digo á muito tempo dentro do nosso corpo existe a cura para tudo
o que faz falta é despertá-lo.
Nota: Numa parte
deste artigo foi utilizada documentação publicada pelo Dr. Diego de Castro sobre
o sistema endocanabinoides como modo de fundamentação desta minha opinião final
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