quarta-feira, 18 de fevereiro de 2026

Shivoham

 

shivalingham

Chidananda roopah shivoham shivoham

O mantra “Chidananda Roopah Shivoham Shivoham” é um dos versos mais conhecidos do hino Nirvana Shatakam (ou Atma Shatakam),, tradicionalmente atribuído ao grande mestre Adi Shankaracharya, o principal expoente da filosofia Advaita Vedanta (não-dualidade).

Este mantra é um hino e frequentemente designado como o "Mantra do Nirvana" ou "Meditação Adiyogi", sendo usado para meditações profundas e para lembrar a verdadeira identidade de alguém (o Atman), desapegando-se do ego e das limitações físicas. Em síntese tem como principio transcender o Ego, pois afirma que não sou a mente, o intelecto, o ego ou a memória, e ao mesmo tempo potencializa a liberdade das nossas limitações definindo que não sou limitado pelos sentidos, pelo corpo, pelo nascimento, pela morte, pela casta ou pelas relações familiares, mas vai erigindo a nossa essência Divina afirmando que a essência de cada um é o Absoluto (Shiva), a pura consciência e a bem-aventurança imutável.

Este mantra foi um dos mantras que foi feito e ouvido no Mahashivaratri do Instituto de Medicina Ayurvédica em 2026 que considero de entre outros que fizemos um dos importantes para a celebração desta data.

Significado Literal

Chit = Consciência pura
Ananda = Bem-aventurança
Roopah = Forma / natureza
Shivoham = Shiva (o Auspicioso/Absoluto) + Aham (Eu sou) = Eu sou Shiva

Tradução:

“Eu sou a forma da Consciência e da Bem-aventurança. Eu sou Shiva, Eu sou Shiva.” Esta afirmação expressa a natureza inata da alma como pura consciência, felicidade e divindade, transcendendo o corpo, a mente e a dualidades. Aqui, Shiva não se refere apenas à divindade como figura mitológica, mas ao sim ao princípio supremo da consciência universal.

Significado Real (Filosófico)

No contexto do Advaita:

- O ser humano não é o corpo

- Não é a mente

- Não é as emoções

- Não é o ego

Ele é Consciência pura que observa tudo isso.

O mantra afirma a identidade entre o Atman (Eu interior) e Brahman (Consciência universal), ou seja, não somos algo separado do divino, somos a própria consciência divina manifestada.

Significado Simbólico

“Shiva” simboliza:

- O nosso silêncio interior

- A destruição do ego

- A transformação

- O espaço infinito da nossa consciência

Ao repetir Shivoham temos como objetivo dissolver simbolicamente as falsas identificações:

- “Eu sou o meu sofrimento”

- “Eu sou a minha história”

- “Eu sou os meus pensamentos”

E substituir tudo isto por: “Eu sou consciência livre.”

Significado Espiritual

Espiritualmente, este mantra é uma declaração para o nosso despertar.

Ele atua como:

- Um lembrança da nossa natureza eterna

- Uma prática para o desapego

- Um caminho para a realização do nosso Eu superior

Na tradição, ele é usado para:

- Dissolver a nossa ignorância (Avidya)

- Reduzir o medo da morte

- Superar o apego e a ilusão

Podemos considerar este mantra como um mantra de auto-realização.

Shivalingham

Defino aqui a importância deste mantra dividindo em três partes distintas considerando a sua influência na mente, no corpo e no espirito.

Importância para o nosso Ser Mental

Benefícios mentais:

- Redução da ansiedade (dissolvendo os pensamentos)

- Aumentando a nossa clareza interior

- Atuando na nossa estabilidade emocional

- Produzindo o desenvolvimento da autoconsciência

Quando repetimos Shivoham, criamos uma distância saudável entre o observador ( a consciência) e o conteúdo mental (os pensamentos), reduzindo com isto o nosso sofrimento psicológico.

Importância para o nosso Ser Físico

Embora seja um mantra espiritual, ele influencia o nosso corpo pois:

- A nossa respiração torna-se mais lenta

- O nosso sistema nervoso entra em estado parassimpático

- Induz uma redução do cortisol (stress)

- Produz um relaxamento muscular profundo

A vibração sonora produzida pelo mantra também vai harmonizar o nosso campo energético.

Importância para o nosso Ser Espiritual

Considerando o plano espiritual este mantra:

- Reforça a nossa identidade com o nosso Eu Superior

- Dissolve o medo da morte

- Amplia a sensação de unidade

- Desperta em nós estados meditativos profundos

Este mantra como disse atrás é um mantra que produz a expansão de nossa consciência.


Este hino completo é apresenta ou constituído por seis versos que podemos considerar como da Libertação.

Abaixo descrevo o mantra em sânscrito e a sua tradução que espero ser o mais fiel possível proporcionando um sentido espiritual.

Verso 1

Mano buddhyahakāra chittāni nāham

Na cha śrotra jihve na cha ghrāa netre

Na cha vyoma bhūmir na tejo na vāyu

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham

Tradução

Não sou a mente, o intelecto, o ego ou a memória.

Não sou os ouvidos, a língua, o nariz ou os olhos.

Não sou o espaço, a terra, o fogo ou o ar.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva, Eu sou Shiva.

Neste verso afirma a diferença da identificação entre o corpo e a mente.


Verso 2

Na cha prāa sajño na vai pañcha vāyu

Na vā sapta dhātur na vā pañcha kośa

Na vāk pāi pāda na chopastha pāyu

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham

Tradução

Não sou a força vital nem os cinco vayus vitais ( cinco subdoshas de Vata).

Não sou os sete constituintes do corpo(dhatus) nem os cinco invólucros (koshas).

Não sou a fala, as mãos, os pés, nem os órgãos de ação.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva.

Neste verso nega-se a identificação do corpo energético e o corpo físico.

 

Verso 3

Na me dvea rāgau na me lobha mohau

Mado naiva me naiva mātsarya bhāva

Na dharmo na chārtho na kāmo na moka

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham

Tradução

Não tenho aversão nem apego.

Não tenho ganância nem ilusão.

Não tenho orgulho nem inveja.

Não sou (limitado por) dever, riqueza, prazer ou libertação.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva.

Este verso vai mais além das emoções e até dos objetivos espirituais.


Verso 4

Na puya na pāpa na saukhya na dukha

Na mantro na tīrtha na vedā na yajña

Aha bhojana naiva bhojya na bhoktā

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham

Tradução

Não sou o mérito nem o pecado. Não sou o prazer nem o sofrimento.

Não sou mantra, peregrinação, escrituras ou rituais.

Não sou o alimento, nem quem come, nem o ato de comer.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva.

Este verso dissolve a dualidade entre ação, experiência e o experienciado.


Verso 5

Na me mtyu śakā na me jāti bheda

Pitā naiva me naiva mātā na janma

Na bandhur na mitra gurur naiva śiya

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham 

Tradução

Não tenho medo da morte.

Não tenho distinção de casta ou de nascimento.

Não tenho pai nem mãe; não tenho nascimento.

Não tenho amigo, inimigo, mestre ou discípulo.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva.

Este verso afirma a nossa natureza eterna e não a nascida do Ser.


Verso 6

Aha nirvikalpo nirākāra rūpo

Vibhu vyāpya sarvatra sarvendriyāām

Na chāsagata naiva muktir na bandha

Chidānanda rūpa śivo’ham śivo’ham

Tradução

Sou sem modificações |alterações, sem forma.

Estou presente em toda a parte, permeando todos os meus sentidos.

Não estou preso nem necessito libertação.

Sou a forma da consciência e da bem-aventurança — Eu sou Shiva.

Este verso considera que o nosso Ser é absoluto, ilimitado e sempre livre.

 

Este hino segue uma estrutura chamada “neti neti” (“não isto, não aquilo”), que tem como objetivo ir removendo camada por camada da nossa identidade ilusória até revelar que o que sobra é a nossa consciência pura. “Shivoham” não é uma afirmação de ego, mas sim o oposto, não significa que “Eu como pessoa sou um deus”, mas sim que a “A minha verdadeira natureza é a Consciência universal.”

shivalingham

Aqui deixo um link de mantras para ouvirem que eu recomendo 

 https://www.youtube.com/watch?v=Vp9VoZs4m-4&list=RDVp9VoZs4m-4&start_radio=1

 e outro mais Japa 

https://www.youtube.com/watch?v=FH4TAMuUER4&list=RDFH4TAMuUER4&start_radio=1

Este mantra foi gravado na noite de MahaShivaratri e para brincar um pouco com vocês vou dizer que este numero de pessoas foi quase igual ao que tivemos no Instituto de Medicina Ayurvédica. Ainda não chegamos lá de modo a valorizar estes sons, estes mantras e tudo o que eles significam, mas um dia vamos lá estar..... 

Se acharem por bem comentem ou se acham que a informação é importante e gostariam de ler mais publicações como esta sigam este blogue e partilhem.

"Om Sarvesham Swastir Bhavatu"

OM Shanti, Shanti, Shanthi

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Namah Shivaya Significado

 


Este é uma das frases que iremos fazer em vários mantras no nosso Satsangha de MahaShivaratri do Instituto de Medicina Ayurvedica em 16 de Fevereiro de 2026. 

Aqui deixo o significado e a sua importância de "Namaha Shivaya".

"Om Namah Shivaya" Este mantra é conhecido como Panchakshara Mantra (mantra de cinco sílabas ) e é um dos mantras sagrado hindu e penso que é um dos mais importantes que significa:

"Eu me curvo a Shiva" ou "Eu reverencio a consciência divina interior".

Representa também a nossa entrega ao Ser Supremo, à purificação, à meditação e à  destruição do ego para transformação. É composto também pelas cinco sílabas (Na-Ma-Shi-Va-Ya) que simbolizam os cinco elementos, os atos divinos, os chakras e as zonas do corpo. 

Aqui estão os detalhes principais sobre este mantra ou esta frase que faz parte de vários mantras:

1. Significado Literal e Espiritual

    Namah significa reverência, inclinação, adoração e entrega.

    Shivaya é a decicação a Shiva, não apenas como forma física, mas também como consciência pura, auspiciosa e eterna.

   Unindo estas duas palavras o seu significado final é uma saudação ao divino que habita em todos nós.

2. As cinco Sílabas Na-Ma-Shi-Va-Ya têm como representação e significado os cinco elementos em que cada sílaba está ligada a cada elementos da natureza :

    Na: Representa a Terra (Prithvi)  que nos trás – solidez e estrutura.

    Ma: Representa a Água (Jala) que nos trás – fluxo, nutrição e emoção.

    Shi: Representa o Fogo (Agni) que nos trás – transformação, luz e destruição da ignorância.

    Va: Representa o Ar/Vento (Vayu) que nos trás – movimento e prana.

    Ya: Representa o Espaço/Éter (Akasha) que nos trás – o vazio subtil e consciência. 

3. Os cinco atos divinos de Shiva

As sílabas também representam funções cósmicas, funções teológicas e energéticas profundas:

    Na: (Terra): Associado a Brahma (Criação- (Srishti)) e à graça ocultadora.

    Ma: (Água): Associado a Vishnu (Preservação- (Sthiti)).

    Shi:  (Fogo): O próprio Shiva, a destruição|transformação (Samhara) e a divindade.

    Va:   (Ar): Representa o ser vivo (Alma/Jiva), a ocultação/Ilusão (Tirobhava) e a graça reveladora.

    Ya:  (Espaço): Representa a Alma Suprema (Paramatma) e a graça (Anugraha)


4. Conexão com os Chakras e Energia

A entoação do mantra atua na ativação e no alinhamento dos centros energéticos:

OM: Som primordial, desperta o Ajna Chakra (terceiro olho).

Na-Ma: Sons associados ao Vishuddha Chakra (garganta).

Shi-Va: Sons relacionados ao Swadhisthana Chakra (sacral).

Ya: Som ligado ao Anahata Chakra (coração). 


terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Curso de prática e técnicas Prânicas

 

Curso de prática e técnicas prânicas

Curso de prática e técnicas Prânicas

Esta formação surge na continuação da formação anterior onde falamos de Ayurveda e Prana, mas pode funcionar autonomamente ou melhor qualquer pessoa pode fazer esta formação sem ter feito a outra. Nesta formação não pretendemos desenvolver “poderes”, técnicas mentais ou habilidades extraordinárias, mas sim passar a ter mais consciência, ter maior capacidade de transformar o nosso campo energético, sustentar o nosso ser e transformar o nosso interior.

As práticas que vamos fazer serão abordadas como uma consequência natural da expansão da nossa consciência, do aumento do nosso prana corporal e da nossa coerência energética em que tudo o que vamos praticar não pode ser considerado como um espetáculo, nem como demonstração de um poder pessoal.

Esta formação integra várias valências:

Meditação Prânica Profunda

Tikapatthana como purificação do nosso campo

Pranayama para amplificação energética

Asanas como estrutura do campo

Neuroconsciência e foco

Práticas Prânicas na amplificação do nosso campo energético

Com estas valências procuramos valorizar e convidar a cada um de se encontrar consigo mesmo, com o silêncio, com a unidade (em todas as suas dimensões), a humildade, o serviço, a sua expansão espiritual e a sua reconexão com o seu sagrado interior.

Nesta formação cada pessoa vai aprender a controlar, transformar, organizar e valorizar o seu campo energético, de como refinar a nossa consciência, como desenvolver a presença em nós mesmo, como trabalhar o silêncio interior, a coerência vibracional e a estabilidade espiritual.

Com esta técnica conseguimos ver e observar como está o nosso fluxo natural, como se apresenta o nosso campo limpo, estável e consciente.

Nesta formação cada um de nós vai ser reconhecido como um templo energético,
em que o Prana é utilizado como uma força divina da vida, a consciência considerada como o nosso campo universal e a prática como um rito de retorno à unidade e a nós mesmo. A prática não é um espetáculo, mas sim a transformação. Não é uma técnica, mas sim uma visualização do estado do nosso ser.

Esta formação não é uma formação para aquisição de poderes, mas sim um caminho de consciência

Não vamos procurar mover nada nem a matéria, mas sim procurar quem somos

Considero que com este conhecimento não estamos a fazer uma formação, mas sim a fazer um caminho iniciático de retorno à nossa purificação e á nossa essência.

Quem ministra o curso:
Vitor José naturopata e terapeuta de Medicina Ayurvédica e Chairman de Ayurveda.gdm e do Instituto de Medicina Ayurvédica
Este Curso realiza-se dia 28 de Fevereiro de 2026, Sábado das 9.00 13.00 e 15 e 18.00
Valor evento : 100€

Os que fizeram o primeiro curso de Prana e Ayurveda tem um desconto de 25%

Pagamento:
Entidade. 21 312
Referencia : 503 580 158
Valor : 100€
Envie por favor comprovativo de pagamento e a sua ficha de inscrição
ficha de inscrição disponivel em:
https://ayurveda-gdm.blogspot.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

MahaShivaratri Vrata 2026

 

Instituto de Medicina Ayurvedica

MahaShivaratri Vrata 2026

Este ano de 2026 e hoje dia 15 de fevereiro no 14º dia a partir da Lua Cheia do mês hindu de Māgha comemora-se o MahāShivarātri, a grande noite de Shiva. Todos os 14º dias da metade escura de cada mês, krsna caturdasī, é designado por ‘Sivarātri’ ou ‘MāhaShivarātri’. Mas este que ocorre no mês de Māgha (Fevereiro-Março) é designado como ‘MahāShivarātri’, pois é o maior de todos. Este é o maior festival dedicado a Shiva,

De todos as principais datas festivas, o MahāShivarātri é o único em que a parte da austeridade, tal como é significada pela própria palavra 'vrata', é predominante. Praticamente não há festividade, folia ou alegria na sua observância. Tudo é uma solenidade contínua. Isto é natural, uma vez que Shiva é o deus dos ascetas, a própria encarnação de vairāgya ou renúncia.

 

O Instituto de Medicina Ayurvédica não vai deixar passar esta data e por isso no dia 16 de fevereiro pelas 21.30 vamos fazer um Satsanga especial para o Maha Shivaratri onde vamos praticar meditação, invocação, fazer mantras a Shiva de entre outras vratas (práticas). 

Sobre a origem do MahāShivarātri, existem vários mitos. Aqui vos deixo quatro mitos ou histórias que são geralmente descritas.  

Primeiro Mito

Quando Brahmā (o deus de quatro faces da criação) e Vihu disputavam a grandeza um do outro para estabelecer a sua própria supremacia, uma enorme ligam ou pilar de fogo apareceu subitamente entre eles e uma voz do vazio declarou que aquele que encontrasse as extremidades desta ligam seria considerado o maior. Nenhum deles foi bem sucedido, e por isso, foram obrigados a aceitar a grandeza de Shiva, que se manifestou como aquele pilar de luz. Esta foi a origem de Shivaliga e MahāShivarātri.

Segundo Mito

De acordo com o segundo mito, MahāShivarātri é o dia em que Shiva Mahā deva bebeu o veneno hālāhala que emergiu do oceano leitoso quando estava a ser agitado pelos devas e dānavas (divindades e demónios). Salvou assim os mundos da destruição.

Terceiro Mito

Um terceiro mito atribui a sua grandeza ao dia do casamento de Shiva com Pārvatī, a filha do rei da montanha Himalaia.

Quarto Mito

Um quarto mito descreve este dia em que o Shiva, cheio de alegria, iniciou uma grande dança que é desde então conhecida como Sivatāṇḍavantya.

É comum a realização de vratas (práticas ou disciplinas) durante todo o período que antecede o MahāShivarātri, que pode e devem ser realizados por todos os seres humanos. Os vratas base a manter e realizar neste dia são:

    Ahinsā - não cometer violência

    Satya - falar a verdade

    Brahmacarya - celibato

    Dayā - compaixão

    Kamā - perdão

    Anasyatā - ausência de ciúmes

Práticas durante o MahāShivarātri

Deve-se fazer jejum ou fazer uma monodieta

 Jagarana ou manter a vigília durante a noite.

 Adoração de Shiva durante a noite

 Banhar o Shivalingam

 Tapas: privar-se de algo

 Fazer Japa mantra "Om nama Shivāya"

 Oração pelo perdão

No final do vrata, a pessoa deve fazer pāranā ou quebra o jejum participando nas oferendas. Pode-se fazer um voto de observar este vrata durante 12, 14 ou 24 horas. No final deste período, é necessário realizar o udyāpana, um rito de conclusão que indica a conclusão do voto.

Qualquer prática que seja feita deve ser desafiadora, mas ao mesmo tempo viável de ser executada, dentro das possibilidades de cada um. É importante que não ultrapasse os limites da sua saúde física e mental, mas que traga uma sensação de comprometimento, dedicação e firmeza, além de devoção e auspiciosidade.

Para quem não conhece e sabe quem é Shiva aqui deixo um pequeno resumo

No vasto universo, onde o tempo e o espaço se entrelaçam, habita Shiva, o senhor da destruição e da regeneração. Diferente das divindades comuns, Shiva não reside em palácios dourados, mas nos picos de neve do Monte Kailash, onde medita em profunda quietude. A sua pele azul, coberta de cinzas, representa o desapego ao mundo material, e em seus cabelos entrelaçados fluem como o rio Ganges, fonte de vida e purificação.

Conta-se que, no início dos tempos, quando o equilíbrio do universo foi ameaçado pelo ego das divindades e demónios, Shiva decidiu intervir. Ele desceu ao centro do cosmos e começou sua Tandava (a dança cósmica). Seus passos eram ao mesmo tempo destrutivos e criadores – cada batida com os seus pés dissolvia o antigo para dar espaço ao novo. Seu tambor (Damaru) ressoava o som primordial, originando os ritmos do universo.

Os sábios e seres celestiais observaram com reverência enquanto Shiva dançava, sua serpente enrolada ao pescoço e silvava ao compasso dos movimentos. Com um olhar sereno, lembrava a todos que a destruição não é o fim, mas o início de algo maior.

Ao final da dança, o caos tinha sido transformado em ordem. As divindades, humildes diante da sabedoria de Shiva, reconheceram que a criação e a destruição são apenas dois lados da mesma moeda. Assim, Shiva permaneceu como o eterno guardião do equilíbrio, lembrando ao mundo que tudo é passageiro – e que, no silêncio após a destruição, sempre surge uma nova criação.

Nesta nova criação no coração do universo, onde todas as energias se fundem e se dissolvem, Shiva manifesta sua natureza dual – ao mesmo tempo masculino e feminino, destruidor e criador, meditativo e dinâmico. Essa fusão suprema é representada na forma de Ardhanarishvara, onde metade de seu corpo é masculino e a outra metade é feminina, simbolizando a união de Shiva e sua consorte, Parvati.

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A metade masculina de Shiva representa a consciência pura, o desapego e o princípio transformador da destruição que dá lugar ao novo. Já sua metade feminina, Parvati, simboliza a energia criativa (Shakti), o amor e a nutrição da vida. Sem a energia de Shakti, Shiva seria estático e inerte e sem a consciência de Shiva, Shakti seria caótica e não teria direção. Juntos, formam o equilíbrio perfeito entre o princípio masculino (Purusha) e o feminino (Prakriti), que rege toda a existência.

Diz-se que Parvati, desejando ser um como Shiva não apenas espiritualmente, mas fisicamente, realizou intensas práticas de austeridade até que Shiva aceitou esta união de forma definitiva, tornando-se Ardhanarishvara. Assim, ele ensina que todos os seres possuem dentro de si tanto o princípio masculino quanto o feminino – a força e a suavidade, a razão e a intuição, a ação e a contemplação.

Essa dualidade lembra-nos que o universo não pode existir sem equilíbrio. No fluxo da criatividade, na destruição e renovação, no silêncio e no movimento, Shiva e Shakti dançam eternamente, refletindo o jogo divino da existência.


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terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Restauro de uma peça de mobiliário

 


Aqui vos deixo a minha experiência de restauro 

uma peça que estava na quinta que resolvi retaurar 


que acham? 

A peça inicial 

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Em processo de transdformação


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