sexta-feira, 19 de junho de 2026

O músculo da alma e o padmasana

Instituto de Medicina Ayurvédica

O músculo da alma

No Ocidente e na biofísica moderna designam "o músculo da alma", mas anatomicamente é designado por músculo Psoas-Ilíaco (sendo normalmente designado como psoas). No Tantra e no Hatha Yoga clássico, este grupo muscular é reconhecido como o principal guardião físico da nossa energia vital (Prana) e o eixo de sustentação para as posturas de meditação sentada, como Padmasana (a postura de lótus) e todas as outras posturas de meditação sentadas.

 

Vou então explicar ou mesmo esclarecer a ligação deste musculo da alma de uma forma biológica, emocional e até espiritual.

 

1. O Psoas: O músculo da alma e o armazém do medo

Anatomicamente, o psoas é o músculo mais profundo do núcleo do corpo humano, sendo o único músculo que liga a metade superior do corpo à metade inferior e nasce nas vértebras dorsais e lombares, atravessa a bacia e insere-se no topo do fémur (osso da coxa).

O Músculo Psoas conecta a coluna lombar diretamente ao fémur (coxa).
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- Na parte superior verifica-se como o Psoas nasce diretamente nas paredes da coluna lombar (vértebras T12 a L5). Esta é a razão pela qual um "músculo da alma" contraído pelo stress puxa a coluna, gerando as tão comuns dores lombares psicossomáticas durante a meditação.

- Ao atravessar a zona pélvica (o caldeirão emocional), verificamos como ele desce diagonalmente, atravessando o interior da bacia, abraçando a zona onde repousam os chakras inferiores (Muladhara e Svadhisthana), e quando está contraído, ele "tranca" energeticamente a bacia.

Na ligação de parte inferior (inserção) em que o músculo termina inserido no trocanter menor do fémur (o osso da coxa). Esta é a ponte mecânica perfeita entre o tronco e as pernas que permite a rotação e a abertura necessárias para posições como Padmasana.

Ao olharem para esta estrutura biomecânica real, vamos entender e perceber que o Psoas não só é considerado como o músculo da alma mas também designado como o músculo do enraizamento e quando ele relaxa, a coluna liberta-se e o fluxo energético flui sem barreiras.

O Racional (Neurofisiologia):

O psoas está diretamente ligado ao nosso cérebro reptiliano (o sistema límbico), o centro das reações mais primitivas de sobrevivência. Sempre que passamos por um momento de stress, medo, ansiedade ou trauma, a amígdala cerebral envia um sinal elétrico imediato para o psoas e ele vai-se contrair.

Isto acontece porque existe uma resposta biológica ao perigo considerando o lutar ou fugir, e o psoas é o músculo que nos encolhe em posição fetal para proteger os órgãos vitais ou que nos projeta para correr. Na nossa vida quotidiana, o stress é constante e psicológico e como tudo está sempre e constantemente a acontecer, nem corremos nem lutamos, e o resultado é que o psoas do homem moderno vive cronicamente contraído e rígido.

 

O Emocional e Espiritual:

Por acumular décadas de stress não processado, o psoas tornou-se conhecido como o "Músculo da Alma". Ele guarda os nossos samskaras (memórias e traumas) de sobrevivência, escassez e medo.

Espiritualmente, o psoas envolve a zona do Mula-adhara (chakra da raiz, ligado à segurança e enraizamento) e do Svadhisthana (chakra sacral, ligado às emoções e à água). Um psoas tenso bloqueia o fluxo de energia subtil nestes centros, gerando uma sensação constante de inquietação espiritual e desconexão com a Terra.

 

 2. A Ligação Espiritual com Padmasana (Postura de Lótus) e Outras Posições de Meditação

Quando nos sentamos para meditar em Padmasana (Lótus), Siddhasana (postura perfeita) ou Sukhasana (postura de pernas cruzadas simples), estamos a realizar uma operação de alta engenharia energética e mecânica sobre o Músculo da Alma.

Postura Meditativa

O trabalho anatómico no Psoas

O impacto energético e espiritual

Padmasana (Lótus)

Exige e cria uma rotação externa máxima das coxas, alongando e estabilizando o psoas de forma bilateral profunda.

Cria uma base geométrica perfeita (Piramide) que tranca a energia na base do corpo, impedindo o Prana de dispersar para as pernas.

Siddhasana (Perfeita)

O calcanhar pressiona o períneo, forçando o psoas a alinhar a bacia de forma neutra sem esforço lombar.

Estimula diretamente a Kundalini no Muladhara Chakra, direcionando a energia para cima através do canal central (Sushumna).

Sukhasana (Fácil)

Requer o uso de um suporte (almofada/Zafu) de modo que o psoas esteja encurtado, para evitar que a coluna se curve.

Permite um enraizamento inicial pacífico para praticantes ocidentais que ainda estão a libertar as tensões da bacia.

 

 

O Segredo de Padmasana e do Fluxo Lunar (Ida Nadi)

Para que cada um de nós consiga manter-se sentado em meditação profunda ou estabilizar a sua consciência antes e depois de uma meditação, a coluna precisa de estar ereta, mas sem esforço muscular.

- Se o Psoas estiver rígido (Encurtado), vai puxa a coluna lombar para a frente (hiperlordose) ou, para compensar, faz a bacia rodar para trás, obrigando o meditador a ficar curvado. Isto gera dor física imediata, disparando o sistema simpático e enchendo a mente de pensamentos de desconforto. A meditação torna-se impossível porque o "músculo da alma" está a gritar que está em perigo.

 - Se o Psoas estiver relaxado e alongado (Padmasana) aí a bacia encaixa perfeitamente como uma taça sagrada, fazendo com que a coluna se ergua de forma natural, os ombros relaxam e o diafragma (que está anatomicamente ligado ao psoas através dos seus ligamentos) liberta-se. Tudo isto vai permitir uma respiração abdominal profunda e subtil.

 

Espiritualmente, o relaxamento do psoas em Padmasana abre o portal de Ida Nadi (o canal lunar da recetividade) e o fluxo do subconsciente. Quando o psoas se rende na postura sentada, o medo inconsciente guardado na bacia dissolve-se. A energia que estava estagnada na base do corpo é finalmente libertada e começa a subir pela coluna vertebral em direção aos chakras superiores (Ajna e Sahasrara).

 

"A bacia humana é o caldeirão onde o Tantra alquimiza o medo em liberdade. Quando libertamos o Psoas ou o músculo da alma através de Padmasana, não estamos apenas a abrir as ancas, estamos a abrir os arquivos ocultos do nosso subconsciente, permitindo que a energia da Terra suba pela nossa coluna e se transforme em pura Iluminação."

Compreender o funcionamento do psoas dá-nos a resposta biológica do porquê de sentirmos tanta agitação mental ou desconforto físico ao tentarmos sentar-nos em meditação, pois a mente não consegue calar-se enquanto o músculo da alma estiver a reter o medo.

As práticas que nos ajudam a libertar a anca

Existe um segredo mecânico que poupa os joelhos de milhares de praticantes, melhorando a flexibilidade para fazer o padmasana (Lótus), que não vem dos joelhos, mas sim da rotação externa da articulação da anca (coxofemoral).

Quando a anca está rígida (devido ao Psoas e aos rotadores encurtados pelo stress), cada um de nós vai forçar as pernas para cruzar e o elo mais fraco neste caso é o joelho que sofre uma torção lateral para a qual não foi anatomicamente desenhado, causando lesões nos meniscos e ligamentos.

 

Para uma tomada de consciência da ligação da biomecânica ao misticismo, aqui vos deixo um mapeamento para a rotação da anca e das práticas (físicas, biológicas e espirituais) de modo a preparar o corpo para o Padmasana e ao mesmo tempo a soltar o psoas.

 

 1. A Rotação Externa da Anca: A Chave Anatómica

A articulação da anca é uma articulação esferoide (uma esfera dentro de uma cavidade). Ela foi desenhada para rodar em 360 graus.

Para que as pernas se cruzem em Lótus de forma segura, o fémur precisa de fazer uma rotação externa pura (rodar para fora) e se os músculos profundos da bacia como o Psoas, o Ilíaco e o Piriforme estiverem tensos e barricados com memórias de medo e contração (samskaras), essa rotação fica bloqueada.

Espiritualmente, libertar esta rotação significa abrir o Portal de Shakti na bacia, permitindo que o elemento Água (Apas Bhuta) flua, trazendo flexibilidade não apenas ao corpo, mas à mente.

 

2. Exercícios e Práticas Físicas (Biologia e Hatha Yoga)

Para ceder a anca, precisamos de alongar os rotadores internos e ao mesmo tempo fortalecer/alongar os rotadores externos de forma gradual.

- Bhadrasana / Baddha Konasana que é também designada como a postura da borboleta que vai libertar os adutores. Estando s1.Bhadrasana / Baddha Konasana (Postura da Borboleta):Libertação dos Adutores.sssentado, junte as plantas dos pés e aproxime os calcanhares do períneo. Segure os pés e deixe os joelhos pesarem em direção ao chão e fazendo ligeiros movimentos para cima e para baixo. Mecânicamente vai existir um alongamento dos músculos adutores (interior da coxa), permitindo que a anca comece a abrir lateralmente sem pressão nos joelhos.

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- Eka Pada Rajakapotasana também desigada como a postura do pombo ativo, onde é feito o alongamento do Piriforme e Psoas. 2.Eka Pada Rajakapotasana (Postura do Pombo Ativo):Alongamento do Piriforme e Psoas.Aqui devemos trazer um joelho para a frente, fletido no chão, enquanto estende a outra perna para trás, devendo manter a bacia quadrada. Mecânicamente existe um alongamento intenso do músculo piriforme e dos glúteos profundos da perna da frente, enquanto alonga o psoas da perna de trás. Este é considerado como um dos mais libertadores de stress emocional da bacia.

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- Agnistambhasana também designado como a postura do tronco de lenha onde é feita uma rotação externa avançada. 3.Agnistambhasana (Postura do Tronco de Lenha):Rotação Externa Avançada.Sentado, alinhe a canela direita acima da canela esquerda, como se fossem dois troncos empilhados colocando um tornozelo sobre o joelho oposto. Se for possível pode inclinar o tronco para a frente. Mecânicamente é a preparação mais direta para o posição de Lótus, pois isola a rotação externa da coxa.

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3. Práticas Energéticas e Técnicas Espirituais (Tantra e Sadhana)

O Tantra compreende que o corpo não abre apenas com força mecânica, mas sim com a circulação dirigida de consciência e da respiração, por isso vou aqui incluir algumas técnicas que podem ajudar:

- Prática de Yoni Mudra com Respiração Pélvica

 Aqui na posição de sentado devemos colocar as mãos sobre o baixo-ventre em Yoni Mudra (polegares unidos apontando para cima, indicadores unidos apontando para baixo, formando um triângulo que representa o útero cósmico e a energia criativa).Instituto de Medicina Ayurvédica

 

- A Condução Espiritual: aqui devemos inspirar direcionando o Prana mentalmente até ao fundo da bacia, visualizando que o espaço entre os ossos da anca se expande como um oceano. Ao expirar, visualiza-se a tensão crónica, o medo e a rigidez a saírem pelos ossos em direção à Terra. Isto acalma o sistema nervoso, indicando ao "músculo da alma" que se pode relaxar.

 

Meditação de Purificação do Svadhisthana Chakra

A Técnica aqui é focar a atenção no centro da bacia (ao nível do sacro), visualizando uma flor de lótus de seis pétalas de cor laranja radiante e um crescente lunar prateado no seu interior (o elemento Água).

Devemos também fazer um mantra semente (Bija Mantra), vocalizando o som VAM (o som semente da água) direcionando a vibração acústica para as articulações das ancas. Este som VAM vai atuar como uma lavagem vibracional nas Nadis da bacia dissolvendo a rigidez mental (crenças rígidas, necessidade de controlo) que se manifesta fisicamente como ancas trancadas. A água também vai trazer fluidez e com isto as ancas cedem quando a mente aceita fluir com a vida.

 

Nota importante: Nunca devemos empurrar os joelhos de modo a forçar o Padmasana. Se ainda se queixar de dor no joelho, deve desfazer a postura imediatamente, pois a dor no joelho é a prova de que a anca está trancada. Honre o tempo de Shakti no corpo de cada um. A flexibilidade espiritual é aceitar o corpo tal como ele se apresenta hoje.

Com este conhecimento podemos prepararmo-nos para nos sentarmos em meditação não através da força violenta do ego, mas sim através da inteligência anatómica e da entrega espiritual.

 

quarta-feira, 10 de junho de 2026

Curso de Yoganidra - A Arte do Sono Consciente

 

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Yoganidra - A Arte do Sono Consciente
Uma Viagem em direção à Cura, à Neurociência e à Libertação Espiritual através do Yoga Nidra
Já sentiu que, por mais que durma, a sua mente nunca descansa na totalidade?
No mundo ultra-estimulado em que vivemos, o nosso sistema nervoso está em constante estado de alerta, as notificações, os ecrãs, as pressões diárias e o ruído mental consomem toda a nossa energia vital. Muitas vezes, aquilo a que chamamos "descanso" é apenas um entretenimento passivo que continua a sobrecarregar o nosso cérebro em que o resultado é uma exaustão crónica, ansiedade e uma profunda desconexão de nós mesmos.
O YogaNidra esta antiga arte tântrica do sono consciente descodificada pela ciência moderna é o interruptor de emergência de que todos nós na atualidade precisamos. Não se trata de um simples relaxamento guiado, mas de uma técnica meditativa profunda que leva o cérebro às frequências mais baixas (ondas Theta e Delta), permitindo que o corpo físico se cure enquanto a mente consciente mergulha no subconsciente. É aqui, neste espaço de silêncio absoluto, que temos a oportunidade de aceder e dissolver os nossos Samskaras, as nossas memórias profundas, as tensões acumuladas e os traumas retidos nas nossas células que bloqueiam a nossa paz e o nosso potencial.
Convido-o para uma imersão de um dia inteiramente dedicada a esta medicina do silêncio.
Em síntese vou relatar o que vai aprender neste dia
- Iremos falar da ciência e da tradição de modo a compreender a transição do Tantra clássico para o método neurocientífico de Swami Satyananda Saraswati e como ele atua no cérebro moderno.
- Vamos perceber a anatomia Subtil do nosso ser tomando consciência do grande debate energético entre a rotação da consciência pelo córtex motor (mão direita) e o fluxo da corrente lunar tântrica (pé esquerdo). Como e quando usar cada abordagem.
- Não poderia de deixar de fora a alquimia da voz e do som trabalhando e entendendo como a frequência, o tom e o silêncio do orientador guiam a mente de forma segura até ao portal do subconsciente.
- O que seria se não se explicar e ensinar a identificar, a acolher e a libertar as reações físicas e emocionais (tremores, choro, visões) que surgem quando o corpo deita o "lixo mental" fora, ancorando-se na perspetiva da Consciência Testemunha (Sakshi).
- Como tudo seria possível se não se referenciar o poder do Sankalpa, ou melhor como é que cada um pode semear uma resolução de vida positiva no momento exato em que a mente está perfeitamente recetiva.
- O que seria se falasse tanto de Yoganidra e não se fizesse uma grande prática de purificação que inclui uma sessão de aproximadamente 45 minutos que equivalente a aproximadamente 3 a 4 horas de sono profundo, viajando pelas 5 camadas do ser (Koshas) até tocar a sua Essência Divina.
Isto são somente tópicos, mas se estiver interessado(a) envie um email ou contacte e enviarei o programa mais detalhado do curso.
A quem se destina este curso?
Este curso destina-se a praticantes de yoga, terapeutas, profissionais de saúde e todas aqueles que estão cansados de procuram um refúgio de cura real de sono, de segurança psicológica e procuram encontrar ferramentas práticas para restaurar a sua saúde mental e a soberania espiritual em casa.
Este não é um dia para "produzir" ou "alcançar", é sim um dia para se render, entregar o seu peso à Terra e recordar quem você é quando o barulho do mundo finalmente entra em silêncio.
Informações:
Data - 04 de Julho de 2026
Horário - 09:30 às 18:00 ( Intervalo para almoço )
Valor - 120€ mas quem fizer o Yoganidra de dia 15 de Junho o valor é de 100€
Lugar: Instituto de Medicina Ayurvédica
Rua dos Carregais, 665 y 671, 4420-061 Gondomar
Info y reserva: Vitor José, ayurveda.gdm@gmail.com
ou 966 058 320
 
O que inclui este curso - Manual Técnico do Curso (com guião e teoria) mais a minha experiência em orientar e estudar Yoganidra fazendo orientação e prática de yoganidra todos os meses desde há mais de 6 anos.
Vagas Limitadas limitadas ao espaço existente de modo a garantir um ambiente acolhedor e uma condução segura para todos.
Permita-se parar. O verdadeiro descanso é um ato de resgate espiritual.
Uma Dica de Amigo:
Se tiver alguém em que este curso se encaixe partilhe com ele e ajude-o a encontrar o seu bem-estar e a sua felicidade.
 
 

Yoganidra - O sono profundo

 

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YOGANIDRÁ -
TÉCNICA DO RELAXAMENTO FÍSICO, EMOCIONAL E MENTAL
A palavra yoga significa união. Nidrá significa sono, logo yoganidrá pode ser definido como o "sono do yoga", sendo praticado num estado de consciência.e uma hora de prática é equivalente a quatro horas de sono natural.
O Yoganidrá é um meio de recuperação e restabelecimento físico e energético, é executado deitado, com o corpo relaxado, mas estando sempre consciente, sendo conduzido por um
especialista em Yoga Nidrá.
É recomendado por todos aqueles que procuram:
Gerir o stress
Reforçador do sistema imunitário,.
Acalmar a mente,
Influenciador de um sono correcto como um sono biológico nocturno profundo,
Reforçador um sono saudável e optimizado.
Elevar o humor.
Implementar decisões
Aumentar a auto-estima.
Aumentar a lucidez
Apaziguar os estados emocionais
Aumentar o discernimento
Concretizar objectivos.
Gerir as crises pessoais
Controlar o stress da gravidez,
Gerir a entrada na menopausa ou pré,
Encontrar a paz nos momentos de luto.
Benefícios inerentes na prática:
Um dos grandes benefícios é o relaxamento tanto músculo como esquelético, contribuindo assim para a eliminação de bloqueios tanto energéticos como físicos.
Combate as insónias e o acordar cedo motivados por toda a competição diária que vivemos, pelo nosso afastamento da Natureza, pela falta de exercício, por alimentação incorrecta, tabaco e álcool excessivo
Combate o aparecimento de frustrações, dos vários distúrbios físicos e emocionais como por exemplo ansiedade, depressão, tendência à auto-repressão e pensamentos auto-punitivos, entre outros)
Equilibrar o sistema nervoso
Regula as nossas ondas cerebrais, harmonizando os dos dois hemisférios.
Cura de stress, depressão, ansiedade, insónia, dor de cabeça, fibromialgia, fadiga crónica, hipertensão...
Combate as tensões profundamente enraizadas na nossa mente e no nosso corpo, sejam elas físicas ou musculares, mentais ou psíquicas e emocionais
Diminui e reduz a toma de tranquilizantes
A prática regular foca e centra a pessoa.
O aprender a relaxar, a aumentar a auto-estima, a encontrar o equilíbrio físico, mental e emocional, que é prioritário para a pessoa restabelecer um padrão normal do sono.
Aumenta a fluidez da memória, a intuição e a criatividade.
Aumenta a consciência e a lucidez na gestão de conflitos e gestões comerciais
Auxilia nos estados de meditação mais avançados
Harmoniza todos os estados de agitação
Numero máximo de pessoas 12
Horarios: 21.30 h
valor: Donativo consciente (recomendado a partir de 20€)
Lugar:
Instituto de Medicina Ayurvédica
Rua dos Carregais, 665 y 671, 4420-061 Gondomar
Info y reserva: Vitor José, ayurveda.gdm@gmail.com
ou 966 058 320

sexta-feira, 5 de junho de 2026

A Meditação e a limpeza dos samskaras

 Meditação e samskaras


A limpeza dos samskaras através da meditação 

Compreender como limpar a nossa mente e o corpo subtil das impressões acumuladas é um passo gigante na nossa jornada espiritual que precisa de alguma persistência pessoal e ao mesmo tempo a aceitação da técnica.

No universo das práticas meditativas, a meditação Vipassana numa estreita relação com o Yoga Nidra são amplamente consideradas como as mais indicadas e eficazes para a dissolução e libertação de samskaras, e de todas as cargas emocionais e pessoais.

Aqui deixo outras técnicas para compararem e tirarem as suas elações sobre cada uma delas explorando as suas correntes meditativas para se possa compreender a sua mecânica e como cada uma lida com a mente e as emoções.

1. Meditações da Tradição Theravada

O Budismo Theravada ("A Escola dos Anciãos") foca-se na atenção plena e na análise direta da realidade. Existem duas práticas pilares nesta tradição:

Anapanasati (Atenção Plena à Respiração)

A pessoa foca toda a sua atenção exclusivamente num ponto específico onde sente o ar entrar e sair (geralmente nas narinas ou no lábio superior). Sempre que a mente se dispersa, regressa-se lentamente à respiração.

Esta técnica tem como objetivo desenvolver Samadhi a concentração profunda e acalmar o nosso sistema nervoso.

Ela atua diretamente na "escavação" dos samskaras, mas funciona como um anestésico e estabilizador emocional rápido para o stress do dia a dia.

Metta Bhavana (Meditação do Amor Bondoso)

Esta prática começa por direcionar sentimentos de amor, paz e segurança para si mesmo, expandindo-os progressivamente para pessoas queridas, pessoas neutras, pessoas difíceis com quem tem conflitos e, finalmente, para todos os seres vivos.

O objetivo desta prática é o de cultivar a compaixão e a empatia universal.

Esta é uma ferramenta também do Vipassana e é considerada como uma das ferramentas mais potentes do Theravada para dissolver o samskara da raiva, do ressentimento e da mágoa, substituindo-as por uma vibração de benevolência.

Leia mais sobre metta bhavana aqui 

2. Meditação dos Corações Gémeos (Pranic Healing)

Criada pelo Grand Master Choa Kok Sui (fundador da Cura Prânica), esta é uma técnica energética e não uma técnica de silêncio mental clássico.

Ela baseia-se na ativação de dois centros de energia principais (chakras): o Chakra do Coração (centro da emoção humana) e o Chakra da Coroa (centro do amor divino), em que a pessoa abençoa a Terra com amor, paz e cura, visualizando o planeta enquanto projeta luz.

O objetivo desta prática é o de purificar a aura e os chakras, agindo como um canal de energia divina.

Se a técnica for bem feita e bem aplicada ao canalizar uma enorme quantidade de energia espiritual de alta frequência, esta meditação funciona como um "banho de pressão" no nosso corpo subtil, expulsando as energias negativas acumuladas, as formas de pensamento de ansiedade e as nuvens emocionais pesadas de forma muito rápida.

3. Meditação Zen (Zazen)

Esta prática oriunda do Budismo Mahayana, a prática do Zazen foca-se na postura sentada correta, virado para uma parede, de olhos semiabertos. A instrução principal é "apenas sentar-se" (Shikantaza), não se foca na respiração, não se visualiza nada, apenas se testemunha a realidade exatamente como ela é no presente.

Uma das questões desta prática é que ela ensina um desapego radical, em que as emoções surgem e desaparecem como nuvens no céu, sem que cada um de nós se agarre a elas.

4. Meditação Transcendental (MT) / Meditação com Mantras

Esta técnica utiliza um som sagrado específico (um mantra, como o som OM ou mantras personalizados) que é repetido mentalmente de forma contínua durante a prática.

O objetivo é que o mantra funciona como um veículo que distrai a mente consciente, permitindo que cada um de nós "mergulhe" e transcenda para níveis mais profundos e silenciosos da consciência.

Esta técnica tem como premissa promover um relaxamento fisiológico tão profundo que permite ao corpo libertar o stress físico e psicológico acumulado no dia a dia com grande eficácia.

5. Meditação Kundalini (Ativa)

Esta prática foi popularizada por pessoas como Osho, que tem como objetivo o de romper com o conceito de ficar estático, envolvendo fases de respiração caótica, movimentos corporais catárticos como sacudir o corpo ou dançar livremente, seguidos por momentos de silêncio absoluto.

Esta prática tem muita aceitação na mentalidade ocidental moderna, pois muitas vezes, estamos demasiado agitados para nos sentarmos em silêncio, mas segundo a Medicina Ayurvédica Vata é movimento e agitação e quando aumentamos o movimento e a agitação corporal estamos a agravar Vata, apesar desta prática usar o movimento para tentar "espremer" e libertar fisicamente as emoções reprimidas (raiva, tristeza, frustração) antes de entrar no estado meditativo.

Existem hoje diferentes técnicas de Meditação em que cada um vai criando a sua mas pela experiência que tenho o combate com a agitação faz-se com silêncio. Só quando encontrar o silêncio em mim é que percebo a agitação onde estou metido e envolvido.

Vou agora falar um pouco mais detalhadamente por que a Vipassana detém a "chave" para a libertação, além de explorar as suas vantagens e impactos em nós e na nossa envolvente.

Algumas das técnicas e práticas de hoje vão buscar ás meditações mais antigas como por exemplo ao Vipassana partes da técnica e depois tornam-nas autónomas como por exemplo a Meditação de Concentração (Shamatha / Anapanasati), que se vai focar apenas num ponto, geralmente na respiração, na zona entre as sobrancelhas ou mesmo na chama de uma vela e com isto tentar acalmar a nossa mente agitada, mas atua mais na superfície corporal, podemos dizer como calmante. Eu considero que esta prática muitas das vezes são importantes para a concentração, mas nunca vão atingir as nossas zonas mais internas. Posso dizer que é como aquelas pessoas que dizem que fazem meditação ao nadarem, ou aquelas que dizem que meditam a desenhar ou mesmo aquelas que dizem que meditam a ler, tudo isto auxilia no foco mas não nas eliminações mais profundas, dos samskaras.

Outra das técnicas que foi separada é designada pela Meditação da Bondade Amorosa (Metta), que é diferente da meditação dos corações e vai-se focar em cultivar sentimentos de amor, compaixão e perdão, sendo importante num processo de cura de relações, pois foca-se em gerar novos estados mentais positivos, em vez de "escavar" o passado. Como podemos verificar as práticas isoladas proporcionam alterações de estados mentais mas tem muita dificuldade de atingir estados físicos internos e profundos.

Na meditação Vipassana estas duas estão incluídas tanto o Anapana como Metta e além disso ainda inclui a técnica que dá o nome à prática a Meditação Vipassana ou Visão Penetrante. Esta prática de fazer varrimentos e de observar as sensações corporais com total equanimidade sem julgar e sem reagir. Considero que esta técnica é a mais indicada para os dias de hoje e também a considero como a mais indicada para a libertação e eliminação dos samskaras.  

Por que a Vipassana é a mais indicada para libertar Samskaras?

Podemos considerar que os samskaras são cicatrizes emocionais, marcas latentes criadas pelas nossas reações passadas tanto de desejo ou de aversão. Quando algo nos acontece no dia a dia, nós reagimos quimicamente e emocionalmente, e essa energia fica marcada e guardada tanto no nosso corpo físico como no subtil.

Na meditação Vipassana, ao sentarmo-nos em silêncio e ao passarmos a atenção por todo o corpo alguns desconfortos vão surgir eventualmente velhas dores, tensões, calor, comichão, etc. e estes desconfortos físicos são nem mais nem menos que os samskaras a manifestarem-se na matéria.

A chave que o Vipassana utiliza é a equanimidade:

Dou aqui alguns exemplos como o aparecimento de uma velha carga emocional como por exemplo uma raiva reprimida que se vai manifestar através de um aperto no peito ou calor. Outro caso é que em vez de reagir com frustração, gerando um novo samskara deve apenas observar e não vivênciar. Ao observar sem reagir, o ciclo vicioso quebra-se e automaticamente vai ficar sem "combustível" para se renovar, fazendo com que o samskara esgota a sua energia e se dissolve permanentemente.

Nota: O Yoga Nidra (o sono profundo) também é uma ferramenta poderosíssima complementar, pois leva o cérebro a ondas Delta e Theta, que acedem diretamente ao subconsciente onde os samskaras estão enraizados, permitindo uma "limpeza de disco rígido" enquanto o corpo relaxa profundamente.

Vantagens Espirituais da Libertação dos Samskaras

Limpar tanto estas impressões do passado como as criadas traz benefícios profundos para a alma, pois vão purificar o nosso corpo Subtil (Chittashuddhi), fazendo com que a mente se torne um espelho limpo, sem a "lama" dos traumas passados, fazendo com que a nossa perceção da realidade se torne cristalina. Um exemplo interessante para exemplificar é aquilo que se passa num rio em que a agua é limpa e cristalina (que corresponde ao momento quando nascemos) e depois vamos atirando coisas para o rio, pedras que caem folhes que caem, detritos que aparecem pessoas a sujar. Todas estas impressões são samskaras mas acreditem que quando todos nós vemos uma agua limpa logo nos apetece atirar coisas lá para dentro, é assim que funciona a nossa mente.

Por outro lado, como os samskaras são as sementes do karma, ao dissolvê-los na meditação, vamos libertar-nos de padrões repetitivos de sofrimento e de destino, fazendo despertar em nós uma Consciência (Vairagya) que se vai desenvolver num desapego saudável, deixando de ser escravo dos nossos desejos impulsivos ou dos nossos medos irracionais, aproximando-nos do nosso Eu Verdadeiro (Atman ou Purusha).

Importância nos Comportamentos Pessoais e Comunitários

A meditação que limpa os samskaras não é nem pode ser considerado como um acto egoísta, pois com ele também vamos transformar radicalmente a forma como interagimos com o mundo.

O impacto no nosso comportamento pessoal

Uma das questões que nos vai aparecendo é o fim da nossa reatividade automática que se expressa no nosso dia a dia, quando alguém nos insulta ou mesmo quando alguma coisa corre mal, a nossa reação já não é de forma explosiva, havendo um espaço entre o estímulo e a nossa resposta.

Outra questão importante é a cura de traumas e ansiedade, em que as cargas emocionais diárias deixam de se acumular sob a forma de ansiedade crónica, de insónia ou mesmo de depressão. Com isto tudo aparece outra caraterística importante que é a autenticidade, pois ao limpar o que "adquirimos" do exterior, vamos passar a agir com base na nossa essência, e não com base em defesas psicológicas e externas.

O impacto no nosso comportamento comunitário

Com o evoluir da prática vai aparecendo uma relação baseada na empatia, pois quando limpamos a nossa própria dor, passamos a olhar para a dor do outro com uma compaixão pura, em vez de projetar as nossas frustrações nos amigos, parceiros ou colegas de trabalho.

Outra das questões importantes que nos vai aparecendo é a criação de ambientes à nossa volta de paz, pois uma pessoa livre de samskaras pesados e densos torna-se uma presença pacificadora, onde não há conflito e a nossa energia equânime nos vai ajudar a acalmar os ânimos à nossa volta.

E não menos importante é que quando o nosso corpo fica mais limpo vamos agir mais numa cultura de cooperação com o outro e ao mesmo tempo vamos assumir uma atitude de não-violência (Ahimsa). Ao analisarmos grupos de pessoas ou mesmo comunidades que meditam vamos considerar e registar drasticamente menores taxas de agressividade, maior tolerância à diferença e um espírito natural de entreajuda.

Em síntese se nos focarmos no Vipassana ou em práticas profundas de Yoga Nidra voltadas para a observação corporal vamos passar a encontrar um caminho mais direto para "esvaziar a mochila" que carregamos todos os dias. 

A prática do dia-a-dia

Trazer a observação equânime para a "agitação" do nosso dia a dia é quando a meditação se transforma numa verdadeira sabedoria. Quando nos sentamos num espaço de meditação o nosso ambiente é controlado, mas é na fila do trânsito, numa discussão ou num momento de stress que a técnica é realmente testada.

Para aplicar a equanimidade no quotidiano, não precisamos de fechar os olhos. O segredo é criar um "espaço de manobra" entre o que nos acontece e a nossa reação.

Para mim a aprendizagem da técnica de meditação deve inicialmente ser sempre acompanhada e guiada pois não temos força de vontade, tudo é estranho, a agitação é dolorosa o que nos faz desistir facilmente da prática e ao mesmo tempo vamos fazendo sempre técnicas e práticas mais suaves, mas que não conseguem ter o efeito pretendido. Como digo os vídeos do Youtube com meditações de uma hora são poucos e com pouca visibilidade enquanto que os vídeos mais curtos de meditação têm imensas visualizações pois as pessoas encaram a dor como um sofrimento que não toleram e por isso permanecem sempre em meditações ativas ou curtas para não sentirem qualquer incomodo.

Aqui vos deixo um roteiro simples, dividido em 4 passos práticos, para aplicar ao longo do seu dia:

Sempre que sentirmos que uma situação do dia a dia o está a destabilizar emocionalmente, um e-mail rude, uma provocação, uma notícia má ou até uma pressa repentina, ative este processo de gestão mental:

Passo 1: Fazer uma Pausa (O Botão de Pause)

Deve interromper imediatamente o que está a fazer ou a dizer durante pelo menos durante 3 a 5 segundo, ou mesmo se estiver a falar, engula em seco ou respire antes de responder.

Neste caso a reação ao samskara é automática e biológica, pois esta micro-pausa quebra o automatismo repetitivo do nosso cérebro.

Passo 2: Mudar o Foco da Mente para o Corpo

Aqui em vez de se focar no problema exterior, na pessoa que o irritou ou no problema que surgiu, vire a sua atenção para dentro e pergunte-se secretamente: "Onde é que isto me está a bater no corpo?"

Com isto vamos perceber que a raiva é um aperto no estômago, a ansiedade é um batimento cardíaco acelerado, a frustração é uma tensão nos ombros ou maxilares. Automaticamente consideramos que o gatilho exterior é apenas o espelho e o samskara real está a manifestar-se como uma sensação física neste exato momento.

Passo 3: Observar sem Julgar (a Equanimidade)

Olhe para essa sensação física como se fosse um cientista a observar uma experiência no laboratório, não tente expulsar o aperto no estômago, não se sinta culpado por estar irritado, apenas sinta: "Ah, olha aqui o meu peito a queimar. Olha aqui a minha respiração mais rápida."

Ao não lutar contra a sensação ou a aversão e ao não se alimentar dela com mais pensamentos de fúria com o desejo de retaliação, aí devemos permanecer equânimes.

Passo 4: Lembrar a Impermanência (Anicca)

Mentalmente, repita para si mesmo a palavra: "Impermanente" ou "Isto também vai passar". Tudo na natureza surge e desaparece, por isso aquela sensação de calor ou aperto vai atingir um pico e, se não lhe der "combustível" com novos pensamentos, vai acabar por perder força e dissipar-se.

Costumo aqui dar um exemplo imagine que numa prática começa a pensar o que vai fazer para o jantar, nesta fase se nos focarmos na respiração ou mesmo desviarmos a atenção tudo passa, mas se começar a pensar que vou fazer um arroz depois vou pensar que não tenho arroz em casa, que tenho de passar pelo supermercado, mas já que vou ao supermercado vou aproveitar para trazer outras coisas e sem dar por ela estou a fazer a lista de compras de supermercado. Isto é um exemplo pratico de como podemos facilmente alimentar ou dar combustível a um pensamento.

 Consulte mais aqui sobre anicca e a lei da impermanencia

Praticar "Em Silêncio" Durante o Dia

Pode treinar esta capacidade em momentos neutros da sua rotina para que, quando os momentos difíceis chegarem, o seu "músculo da equanimidade" já esteja forte.

Coloque 2 ou 3 alarmes silenciosos no telemóvel ao longo do dia e quando tocarem, onde quer que esteja, faça um scan rápido de 30 segundos ao corpo, relaxe os ombros, relaxe o maxilar e sinta os seus pés no chão e relaxados.

Outra maneira é quando estiver numa fila de supermercado, no trânsito ou à espera de um elevador, resista à tentação de pegar no telemóvel. Use esse momento para observar a urgência ou a impaciência a surgir no corpo, e simplesmente assista a ela sem se mover.

Quando alguém estiver a falar consigo especialmente se for alguém que costuma ser tóxico ou difícil, foque-se em ouvir as palavras sem planear a sua resposta na sua cabeça e ao mesmo tempo vá observando as suas reações internas enquanto escuta.

No início, isto vai parecer estranho ou vai esquecer-se de o fazer e só se vai lembrar horas depois de ter reagido mal, é perfeitamente normal e deve ser equânime nas suas exigências e vai percebendo que com a prática contínua, o espaço de observação vai surgir durante os diferentes momentos, permitindo-nos escolher agir com compaixão e clareza, em vez de reagir com base nos velhos traumas acumulados.

 

Que desfrutem de todo este conhecimento e destas curiosidades importantes da meditação e da Medicina Ayurvédica.

"Bhavatu Sabba Mangalam"

Shanti, Shanti, Shanti