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terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Curso de prática e técnicas Prânicas

 

Curso de prática e técnicas prânicas

Curso de prática e técnicas Prânicas

Esta formação surge na continuação da formação anterior onde falamos de Ayurveda e Prana, mas pode funcionar autonomamente ou melhor qualquer pessoa pode fazer esta formação sem ter feito a outra. Nesta formação não pretendemos desenvolver “poderes”, técnicas mentais ou habilidades extraordinárias, mas sim passar a ter mais consciência, ter maior capacidade de transformar o nosso campo energético, sustentar o nosso ser e transformar o nosso interior.

As práticas que vamos fazer serão abordadas como uma consequência natural da expansão da nossa consciência, do aumento do nosso prana corporal e da nossa coerência energética em que tudo o que vamos praticar não pode ser considerado como um espetáculo, nem como demonstração de um poder pessoal.

Esta formação integra várias valências:

Meditação Prânica Profunda

Tikapatthana como purificação do nosso campo

Pranayama para amplificação energética

Asanas como estrutura do campo

Neuroconsciência e foco

Práticas Prânicas na amplificação do nosso campo energético

Com estas valências procuramos valorizar e convidar a cada um de se encontrar consigo mesmo, com o silêncio, com a unidade (em todas as suas dimensões), a humildade, o serviço, a sua expansão espiritual e a sua reconexão com o seu sagrado interior.

Nesta formação cada pessoa vai aprender a controlar, transformar, organizar e valorizar o seu campo energético, de como refinar a nossa consciência, como desenvolver a presença em nós mesmo, como trabalhar o silêncio interior, a coerência vibracional e a estabilidade espiritual.

Com esta técnica conseguimos ver e observar como está o nosso fluxo natural, como se apresenta o nosso campo limpo, estável e consciente.

Nesta formação cada um de nós vai ser reconhecido como um templo energético,
em que o Prana é utilizado como uma força divina da vida, a consciência considerada como o nosso campo universal e a prática como um rito de retorno à unidade e a nós mesmo. A prática não é um espetáculo, mas sim a transformação. Não é uma técnica, mas sim uma visualização do estado do nosso ser.

Esta formação não é uma formação para aquisição de poderes, mas sim um caminho de consciência

Não vamos procurar mover nada nem a matéria, mas sim procurar quem somos

Considero que com este conhecimento não estamos a fazer uma formação, mas sim a fazer um caminho iniciático de retorno à nossa purificação e á nossa essência.

Quem ministra o curso:
Vitor José naturopata e terapeuta de Medicina Ayurvédica e Chairman de Ayurveda.gdm e do Instituto de Medicina Ayurvédica
Este Curso realiza-se dia 28 de Fevereiro de 2026, Sábado das 9.00 13.00 e 15 e 18.00
Valor evento : 100€

Os que fizeram o primeiro curso de Prana e Ayurveda tem um desconto de 25%

Pagamento:
Entidade. 21 312
Referencia : 503 580 158
Valor : 100€
Envie por favor comprovativo de pagamento e a sua ficha de inscrição
ficha de inscrição disponivel em:
https://ayurveda-gdm.blogspot.com

sexta-feira, 30 de janeiro de 2026

MahaShivaratri Vrata 2026

 

Instituto de Medicina Ayurvedica

MahaShivaratri Vrata 2026

Este ano de 2026 e hoje dia 15 de fevereiro no 14º dia a partir da Lua Cheia do mês hindu de Māgha comemora-se o MahāShivarātri, a grande noite de Shiva. Todos os 14º dias da metade escura de cada mês, krsna caturdasī, é designado por ‘Sivarātri’ ou ‘MāhaShivarātri’. Mas este que ocorre no mês de Māgha (Fevereiro-Março) é designado como ‘MahāShivarātri’, pois é o maior de todos. Este é o maior festival dedicado a Shiva,

De todos as principais datas festivas, o MahāShivarātri é o único em que a parte da austeridade, tal como é significada pela própria palavra 'vrata', é predominante. Praticamente não há festividade, folia ou alegria na sua observância. Tudo é uma solenidade contínua. Isto é natural, uma vez que Shiva é o deus dos ascetas, a própria encarnação de vairāgya ou renúncia.

 

O Instituto de Medicina Ayurvédica não vai deixar passar esta data e por isso no dia 16 de fevereiro pelas 21.30 vamos fazer um Satsanga especial para o Maha Shivaratri onde vamos praticar meditação, invocação, fazer mantras a Shiva de entre outras vratas (práticas). 

Sobre a origem do MahāShivarātri, existem vários mitos. Aqui vos deixo quatro mitos ou histórias que são geralmente descritas.  

Primeiro Mito

Quando Brahmā (o deus de quatro faces da criação) e Vihu disputavam a grandeza um do outro para estabelecer a sua própria supremacia, uma enorme ligam ou pilar de fogo apareceu subitamente entre eles e uma voz do vazio declarou que aquele que encontrasse as extremidades desta ligam seria considerado o maior. Nenhum deles foi bem sucedido, e por isso, foram obrigados a aceitar a grandeza de Shiva, que se manifestou como aquele pilar de luz. Esta foi a origem de Shivaliga e MahāShivarātri.

Segundo Mito

De acordo com o segundo mito, MahāShivarātri é o dia em que Shiva Mahā deva bebeu o veneno hālāhala que emergiu do oceano leitoso quando estava a ser agitado pelos devas e dānavas (divindades e demónios). Salvou assim os mundos da destruição.

Terceiro Mito

Um terceiro mito atribui a sua grandeza ao dia do casamento de Shiva com Pārvatī, a filha do rei da montanha Himalaia.

Quarto Mito

Um quarto mito descreve este dia em que o Shiva, cheio de alegria, iniciou uma grande dança que é desde então conhecida como Sivatāṇḍavantya.

É comum a realização de vratas (práticas ou disciplinas) durante todo o período que antecede o MahāShivarātri, que pode e devem ser realizados por todos os seres humanos. Os vratas base a manter e realizar neste dia são:

    Ahinsā - não cometer violência

    Satya - falar a verdade

    Brahmacarya - celibato

    Dayā - compaixão

    Kamā - perdão

    Anasyatā - ausência de ciúmes

Práticas durante o MahāShivarātri

Deve-se fazer jejum ou fazer uma monodieta

 Jagarana ou manter a vigília durante a noite.

 Adoração de Shiva durante a noite

 Banhar o Shivalingam

 Tapas: privar-se de algo

 Fazer Japa mantra "Om nama Shivāya"

 Oração pelo perdão

No final do vrata, a pessoa deve fazer pāranā ou quebra o jejum participando nas oferendas. Pode-se fazer um voto de observar este vrata durante 12, 14 ou 24 horas. No final deste período, é necessário realizar o udyāpana, um rito de conclusão que indica a conclusão do voto.

Qualquer prática que seja feita deve ser desafiadora, mas ao mesmo tempo viável de ser executada, dentro das possibilidades de cada um. É importante que não ultrapasse os limites da sua saúde física e mental, mas que traga uma sensação de comprometimento, dedicação e firmeza, além de devoção e auspiciosidade.

Para quem não conhece e sabe quem é Shiva aqui deixo um pequeno resumo

No vasto universo, onde o tempo e o espaço se entrelaçam, habita Shiva, o senhor da destruição e da regeneração. Diferente das divindades comuns, Shiva não reside em palácios dourados, mas nos picos de neve do Monte Kailash, onde medita em profunda quietude. A sua pele azul, coberta de cinzas, representa o desapego ao mundo material, e em seus cabelos entrelaçados fluem como o rio Ganges, fonte de vida e purificação.

Conta-se que, no início dos tempos, quando o equilíbrio do universo foi ameaçado pelo ego das divindades e demónios, Shiva decidiu intervir. Ele desceu ao centro do cosmos e começou sua Tandava (a dança cósmica). Seus passos eram ao mesmo tempo destrutivos e criadores – cada batida com os seus pés dissolvia o antigo para dar espaço ao novo. Seu tambor (Damaru) ressoava o som primordial, originando os ritmos do universo.

Os sábios e seres celestiais observaram com reverência enquanto Shiva dançava, sua serpente enrolada ao pescoço e silvava ao compasso dos movimentos. Com um olhar sereno, lembrava a todos que a destruição não é o fim, mas o início de algo maior.

Ao final da dança, o caos tinha sido transformado em ordem. As divindades, humildes diante da sabedoria de Shiva, reconheceram que a criação e a destruição são apenas dois lados da mesma moeda. Assim, Shiva permaneceu como o eterno guardião do equilíbrio, lembrando ao mundo que tudo é passageiro – e que, no silêncio após a destruição, sempre surge uma nova criação.

Nesta nova criação no coração do universo, onde todas as energias se fundem e se dissolvem, Shiva manifesta sua natureza dual – ao mesmo tempo masculino e feminino, destruidor e criador, meditativo e dinâmico. Essa fusão suprema é representada na forma de Ardhanarishvara, onde metade de seu corpo é masculino e a outra metade é feminina, simbolizando a união de Shiva e sua consorte, Parvati.

Instituto de Medicina Ayurvedica

A metade masculina de Shiva representa a consciência pura, o desapego e o princípio transformador da destruição que dá lugar ao novo. Já sua metade feminina, Parvati, simboliza a energia criativa (Shakti), o amor e a nutrição da vida. Sem a energia de Shakti, Shiva seria estático e inerte e sem a consciência de Shiva, Shakti seria caótica e não teria direção. Juntos, formam o equilíbrio perfeito entre o princípio masculino (Purusha) e o feminino (Prakriti), que rege toda a existência.

Diz-se que Parvati, desejando ser um como Shiva não apenas espiritualmente, mas fisicamente, realizou intensas práticas de austeridade até que Shiva aceitou esta união de forma definitiva, tornando-se Ardhanarishvara. Assim, ele ensina que todos os seres possuem dentro de si tanto o princípio masculino quanto o feminino – a força e a suavidade, a razão e a intuição, a ação e a contemplação.

Essa dualidade lembra-nos que o universo não pode existir sem equilíbrio. No fluxo da criatividade, na destruição e renovação, no silêncio e no movimento, Shiva e Shakti dançam eternamente, refletindo o jogo divino da existência.


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